O emagrecimento feminino após os 30 anos pode exigir uma avaliação individual, segundo o médico Rodolfo Gusmão, diretor técnico do Instituto Aeon, em Moema, na Zona Sul de São Paulo. Ele afirma que idade, histórico de saúde e condições clínicas precisam ser considerados no acompanhamento.
A Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde, registrou aumento da obesidade entre mulheres adultas das capitais de 2019 a 2024. O levantamento integra o contexto apresentado pelo especialista sobre saúde e mudanças no peso.
Mulheres entre 30 e 40 anos podem notar alterações na composição corporal, no sono e na disposição, conforme a referência. A Organização Mundial da Saúde (OMS) situa a menopausa natural, em geral, entre 45 e 55 anos.

O conteúdo aborda como estresse, sono e alterações hormonais podem se relacionar ao peso, além de fatores clínicos que merecem avaliação. Gusmão também descreve o acompanhamento da saúde metabólica, da força muscular e da capacidade funcional.
Obesidade e fatores que podem dificultar o emagrecimento
O médico Rodolfo Gusmão, diretor técnico do Instituto Aeon, relaciona dificuldades para emagrecer a fatores como estresse crônico, sobrecarga profissional, maternidade e privação de sono. Segundo ele, também podem interferir no metabolismo a resistência à insulina, alterações da tireoide e a síndrome dos ovários policísticos.
O histórico de dietas restritivas e de oscilações importantes de peso também é considerado na avaliação, afirma Gusmão. Entre outros fatores que podem dificultar a perda de peso, ele cita o uso de certos medicamentos, a perda de massa muscular e o hipotireoidismo não controlado.
Na avaliação do médico, o emagrecimento feminino não deve ser medido apenas pela redução de quilos: a proposta é diminuir gordura corporal de maneira saudável e preservar a massa muscular. Ele também chama atenção para a gordura visceral, associada a maior risco cardiometabólico.
Mudanças hormonais e avaliação clínica individual
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a queda do estrogênio na transição para a menopausa favorece o acúmulo de gordura abdominal e pode afetar os ossos e o sono. Gusmão afirma que as necessidades metabólicas, hormonais e nutricionais variam entre mulheres, inclusive entre pessoas da mesma idade.
Ondas de calor, alterações do sono e ressecamento vaginal podem acompanhar a transição menopausal, de acordo com a referência. Já cansaço e baixa libido podem ter origem nutricional, emocional ou metabólica, o que requer análise do contexto de cada paciente.
Irregularidades menstruais persistentes, sangramentos anormais, fadiga significativa e desconforto nas relações sexuais são sinais que justificam consulta, segundo o conteúdo. A terapia hormonal, por sua vez, depende de uma avaliação individual de riscos, benefícios e contraindicações.
Gusmão descreve a consulta inicial como um levantamento da história clínica, da rotina, da alimentação, do sono, da atividade física, da saúde emocional e do histórico ginecológico e reprodutivo. Conforme a necessidade clínica, a investigação pode incluir metabolismo glicêmico, função tireoidiana, perfil lipídico, estado nutricional, saúde hormonal e composição corporal.
Acompanhamento integrado e indicadores de saúde ao longo da vida
As Tábuas de Mortalidade do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontaram esperança de vida ao nascer de 79,9 anos para mulheres em 2024, ante 73,3 anos para homens. O dado integra a discussão sobre acompanhamento da saúde ao longo das diferentes fases da vida.
No monitoramento descrito por Gusmão, entram circunferência abdominal, força muscular, capacidade funcional, pressão arterial, saúde óssea e marcadores metabólicos. Sono, disposição e saúde sexual também são acompanhados, além dos resultados de exames e da composição corporal.
Próximo ao Parque Ibirapuera, o Instituto Aeon atende majoritariamente mulheres entre 30 e 40 anos, além de pacientes acima dessa faixa, conforme a clínica. O cuidado pode reunir acompanhamento médico, nutricional e psicológico e orientação para atividade física, com informações integradas para definir prioridades.
A clínica também mantém atendimento voltado ao lipedema; estudo publicado no Jornal Vascular Brasileiro em 2022 apontou sintomas compatíveis com a condição em cerca de 12,3% das brasileiras. Gusmão descreve o tratamento como um processo que pode ser reavaliado e ajustado conforme a resposta da paciente.


