Os imóveis em São Paulo tiveram movimentos distintos em 2026: em agosto, o preço médio residencial anunciado chegou a R$ 12.143 por metro quadrado, com alta de 3,63% em 12 meses, segundo o Índice FipeZAP.
O levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) acompanha preços anunciados de venda e locação, com informações de plataformas como ZAP, Viva Real e OLX. Os recortes residenciais e comerciais considerados na reportagem se referem a meses diferentes.
Jardins, Moema e Santana estão entre as regiões com valorização residencial, mas os indicadores de locação não seguem necessariamente a mesma direção. Os dados citados abrangem bairros da capital paulista e períodos de 12 meses até agosto de 2026.
A reportagem também reúne números de imóveis comerciais e ocorrências contra o patrimônio. Para a segurança, os registros da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) cobrem o período de janeiro a julho de 2026 e usam divisões territoriais diferentes das do índice imobiliário.
Jardins lidera a valorização residencial entre os bairros analisados
O Jardins registrou a maior alta residencial entre as regiões comparadas: o preço médio chegou a R$ 17.945 por metro quadrado, avanço de 7,2% em 12 meses. Os dados do Índice FipeZAP apontam que o aumento percentual superou o dos demais bairros analisados.
Moema e Santana tiveram valorização de 5,1% no período, mas com preços médios distintos. Em Moema, o metro quadrado custava R$ 16.423; em Santana, R$ 9.183.
Perdizes apresentou alta de 4,3%, com preço médio de R$ 13.357 por metro quadrado, enquanto o Itaim Bibi avançou 3,8%. Apesar do aumento menor, o Itaim manteve o valor mais alto entre os bairros da relação, de R$ 20.039 por metro quadrado.
Pinheiros teve o segundo maior preço médio, de R$ 18.219 por metro quadrado, mas foi o único bairro listado com recuo: 0,1% em 12 meses. Na Vila Mariana, o valor chegou a R$ 14.806 por metro quadrado, com variação positiva de apenas 0,2%.
Aluguel e imóveis comerciais registram variações distintas
No mercado residencial de locação, Santana teve a maior alta entre os bairros analisados, de 9,8% em 12 meses, e aluguel médio de R$ 49,10 por metro quadrado. Pinheiros registrou o maior preço médio, R$ 99,60 por metro quadrado, acompanhado de aumento de 7,1%.
Perdizes teve alta de 6,8% no aluguel, e o Paraíso, de 6,7%. A Vila Andrade avançou 5,6%, enquanto Moema registrou aumento de 4,5%; na Vila Mariana, houve queda de 2,6%, com média de R$ 72,40 por metro quadrado.
Os imóveis comerciais à venda na capital tinham preço médio anunciado de R$ 10.602 por metro quadrado em julho de 2026, alta de 1,94% em 12 meses. Para locação comercial, a média foi de R$ 61,74 por metro quadrado, com avanço de 7,82%.
Entre os bairros analisados, o Itaim Bibi liderou o preço médio de venda comercial, com R$ 13.744 por metro quadrado, seguido por Pinheiros, com R$ 13.032. No aluguel comercial, o Itaim chegou a R$ 100 por metro quadrado, a Vila Olímpia a R$ 95,23 e Pinheiros a R$ 88,83; as maiores altas foram de 15% na Vila Olímpia, 13,4% em Pinheiros e 11,6% no Itaim.
Dados de segurança exigem cautela na comparação com o mercado imobiliário
Regiões valorizadas também registraram ocorrências contra o patrimônio, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) para janeiro a julho de 2026. Pinheiros contabilizou 1.936 roubos e 6.293 furtos; Perdizes, 1.266 roubos e 6.417 furtos.
No mesmo período, o Itaim Bibi teve 758 roubos e 2.857 furtos, enquanto os Jardins registraram 712 roubos e 4.307 furtos. A relação também aponta 862 roubos e 2.367 furtos para Moema, além de 591 roubos e 3.271 furtos na Vila Mariana.
Paraíso utiliza a mesma base de ocorrências da Vila Mariana; Bela Vista é representada pela área atendida pela Aclimação, com 627 roubos e 2.666 furtos. Santana corresponde à área da Casa Verde, com 650 roubos e 2.483 furtos, e Moema usa os dados do 27º Distrito Policial, no Campo Belo; a Vila Andrade teve 720 roubos e 1.309 furtos.
A comparação exige cautela porque o Índice FipeZAP organiza os recortes por bairros e outras áreas de referência, enquanto a SSP-SP contabiliza ocorrências por distritos policiais. Em julho de 2026, um levantamento baseado em dados da secretaria registrou 580 roubos e furtos na área do 15º Distrito Policial, no Itaim Bibi, ante 453 no mesmo mês de 2025, alta de 28%; no acumulado de janeiro a julho, a capital teve queda de 13,92% nos roubos e de 3,06% nos furtos, e a pasta informou que reorienta o policiamento preventivo com base em indicadores criminais e informações policiais e de inteligência.


